Como fazer uma monografia

Os passos para se elaborar uma monografia são apresentados neste texto, de forma sintética, buscando orientar estudantes que têm a missão de redigir um trabalho monográfico.

 

Tema deve ser

delimitado

Veja aqui alguns critérios que podem auxiliá-lo a ter

êxito nesta etapa de

definição da pesquisa.

 

Problema com o

problema?

A formulação do problema é crucial para bom êxito da

pesquisa. Saiba como ela

ocorre.

 

O que é pesquisa? Para que se pesquisa em ciências sociais aplicadas?

 

Artigo explica como apresentar objetivos gerais e específicos do projeto

 

Pesquisa tem que ser relevante; projeto deve indicar sua

importância social e científica

 

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segunda-feira, 23 de março de 2009

A leitura analítica

O ato da leitura é, inquestionavelmente, o principal canal de aprendizagem no ambiente acadêmico. Por mais que se discuta, reflita, debata, escreva, sempre as referências partem do universo dos livros. Mesmo que investiguemos fenômenos sociais ou naturais (que podem ser observados no "livro" da vida ou da sociedade), não podemos prescindir dos textos, sob risco de um empirismo vulgar.
Embora seja tão crucial, a leitura não é encarada por muitos como algo natural, já assimilado ao longo de suas trajetórias no ensino secundário. A consequência da falta de familiaridade com leituras é a dificuldade que as exigências trazem quando o estudante chega à universidade. Tais dificuldades podem ser vencidas com muita disciplina.
Para orientar estudantes a "esmiuçarem" um texto, Antonio Joaquim Severino (2002) sistematizou um método de leitura, chamado de método de leitura analítica. Os passos por ele propostos contribuem em muito para uma proveitosa compreensão e assimilação dos textos.
Analisar é, como define René Descartes em o Discurso do Método, "dividir cada uma das dificuldades que devesse examinar em tantas quantas partes quanto possível e necessário para resolvê-las". Aplicando ao contexto usado por Severino, a leitura analítica avança por etapas sucessivas (processos lógicos) até a compreensão global de uma unidade de leitura. As referidas etapas são a análise textual, análise temática, análise interpretativa, problematização e síntese pessoal.
A primeira etapa, a análise textual, nada mais é do que a busca de uma visão geral do texto, mediante uma leitura rápida e atenta dos elementos mais importantes. Neste momento o leitor deve buscar esclarecimentos sobre palavras desconhecidas, fatos, doutrinas e autores citados no textos e sobre os quais ele não possua conhecimento. Isto será fundamental para o entendimento da posição do autor e o contexto por ele tratado. A análise textual culminará em uma esquematização do texto, o que ajudará na formulação de uma visão de conjunto.
O procedimento lógico decorrente da análise textual é a análise temática. Esta consiste em compreender a mensagem do autor, com a identificação do tema abordado na unidade de leitura, do problema colocado pelo autor e sua tese. Trata-se de identificar o caminho seguido pelo raciocínio do autor entre ideias principais e secundárias.
A análise interpretativa da unidade de leitura decorrerá das etapas anteriores. Nela o leitor deve exercer uma atitude crítica com relação às posições do autor, verificando a coerência da argumentação, originalidade do tratamento do problema, profundidade da análise, alcance das conclusões do autor e suas consequências.
O levantamento de pontos para discussão a partir do que está explícito ou implícito no texto é o processo que Severino chama problematização. Aqui, o leitor coloca seus questionamentos às posições do autor e temas trazidos pelo texto, realizando uma reflexão individual ou debate em grupo.
Por fim, o leitor deve reelaborar a mensagem do autor, com base em sua reflexão pessoal, o que Severino chama de síntese. A síntese não se confunde com resumo, puro e simplesmente, porque o resumo é a abordagem sintética das ideias do autor. Na síntese, há um diálogo efetivo entre as ideias do autor e as reflexões efetuadas pelo leitor.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Organizando os estudos

Já se disse que o mais importante não é o quanto se estuda, mas como se estuda.
É certo que hoje dispomos de cada vez menos tempo. Muitos alunos precisam conjugar as aulas e as atividades extracurriculares com o trabalho, sem o qual, muitas vezes, não poderiam se manter nas faculdades. Alguns, que não necessitam trabalhar, frequentam cursos em período integral, que toma igualmente o seu tempo.
Por isso, a organização e a disciplina na vida de estudos são imprescindíveis para um bom desempenho acadêmico.
Antes de falar propriamente na organização é preciso que eu defina o que se entende por "vida de estudos". Pode parecer absolutamente desnecessário dizer isto, mas há muitos que pensam que suas vidas escolares resumem-se a estarem presentes em sala quando as aulas são ministradas.
Nada disso. Uma boa vida de estudos começa aí, com uma participação efetiva nas aulas e nas atividades propostas em sala. Mas, fora da universidade, em casa ou na biblioteca, é que ocorre a verdadeira preparação do estudante: leituras de textos e livros recomendados, fichamentos, sínteses e resumos e até mesmo a revisão e o estudo do conteúdo abordado na aula anterior.
Para conjugar a falta de tempo com a necessidade de momentos de estudo fora da faculdade é que se recomenda o planejamento de um cronograma de estudos. Nele (que pode se assemelhar a um calendário, com os dias das semanas) planejaremos quais as matérias serão estudadas e quanto tempo nos dedicaremos a isto.
O cronograma é bem simples e deve ser produzido de maneira realista. Não adianta pensar que estudaremos seis horas por dia, quando na verdade dispomos de pouco mais de meia hora apenas para essa atividade. Mais vale ocupar bem esta meia hora, dedicando-se cada dia da semana meia hora ao estudo de uma matéria, do que se frustrar ao não conseguir concretizar suas metas.
Então, mãos à obra: relacione em um quadro as matérias que você tem para estudar e a quantidade de tempo disponível para isso. Defina para cada dia da semana a matéria a ser estudada e durante quanto tempo isso será feito. Discipline-se para seguir sua programação, mesmo que outras atividades surjam para disputar sua atenção. Você verá que melhor do que ficar se lamentando por não ter tempo é saber administrá-lo corretamente e a seu favor.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Você sabe estudar?

Muitos alunos têm chegado ao ensino superior (e alguns à pós-graduação) sem saber estudar. Isto ocorre pela falta de importância com que esse assunto tem sido tratado.
Além da falta de técnicas apropriadas de estudo - leitura, fichamento, esquematização e resumo -, nossos estudantes não foram acostumados à disciplina do estudo.
Avalie agora se você sabe estudar. Responda às questões do roteiro e faça uma avaliação de como, quanto e quando estuda.
Como todo tipo de teste, este funciona como um diagnóstico e não como algo de valor absoluto. No entanto, reflita com honestidade sobre as questões, examine seus pontos fortes e fracos e faça desse autoconhecimento uma fonte para melhorar sua vida de estudos na universidade.