Como fazer uma monografia

Os passos para se elaborar uma monografia são apresentados neste texto, de forma sintética, buscando orientar estudantes que têm a missão de redigir um trabalho monográfico.

 

Tema deve ser

delimitado

Veja aqui alguns critérios que podem auxiliá-lo a ter

êxito nesta etapa de

definição da pesquisa.

 

Problema com o

problema?

A formulação do problema é crucial para bom êxito da

pesquisa. Saiba como ela

ocorre.

 

O que é pesquisa? Para que se pesquisa em ciências sociais aplicadas?

 

Artigo explica como apresentar objetivos gerais e específicos do projeto

 

Pesquisa tem que ser relevante; projeto deve indicar sua

importância social e científica

 

segunda-feira, 23 de março de 2009

Tutorial de normas para monografia

O site Universia Brasil preparou um tutorial que explica a estrutura e as normas do trabalho monográfico conforme a ABNT.
O tutorial é muito útil e aborda de forma didática a padronização de capa, folha de rosto e outros elementos obrigatórios e não-obrigatórios para a monografia. Só não esqueça do mais importante da monografia: o conteúdo.

terça-feira, 3 de março de 2009

Melhore a velocidade da leitura

Acho, particularmente, que a leitura é algo tão prazeroso que merece ser feita com os requintes do slow food: sem pressa para degustar as idéias e emoções trazidas pelos textos.
No entanto, o volume do que temos que ler aumenta assustadoramente a cada dia: novos artigos e livros publicados ou então, quando somos estudantes, novas leituras solicitadas pelos nossos professores. Daí que hoje se torna indispensável melhorar nosso ritmo de leitura.
É natural que quem nunca leu um livro vá sentir dificuldades e enfrentar a morosidade em concluir sua leitura. Mas, podemos empregar algumas estratégias que ajudam a aprimorar nosso ritmo. Cito algumas delas, que foram compiladas por Delcio Salomon (2002):

Hábitos a se evitar:
1. Ler com movimentos da cabeça.
Na leitura, quem deve se mover sãos os olhos, e não a cabeça. Quando fazemos isto, sempre retardamos a leitura.
2. Ler silenciosamente com movimentos labiais.
Muitos acreditam que ao lermos silenciosamente as palavras acompanhando com movimentos dos lábios estaríamos gravando melhor o conteúdo da leitura. Na verdade, existem outras técnicas para este fim. No entanto, quando fazemos assim, estamos atrasando a leitura. Afinal, os olhos se movem com maior velocidade do que nossos lábios ou cabeça.

Hábitos a se cultivar:
1. Ler blocos de palavras.
O bom leitor não é aquele que lê palavra por palavra, mas consegue abarcar em seu campo de visão um número maior de palavras, captando seu sentido. Treine para, com um golpe de vista, ler o maior número de palavras de cada vez, sem esquecer da importância da compreensão.
2. Ler a parte superior das palavras.
Faça um experimento: cubra com uma régua a metade inferior de uma frase. Veja se consegue ler, mesmo com as palavras cortadas. Então, você verá que não precisamos ler a palavra inteira. Lendo por cima conseguimos aumentar nosso ritmo de leitura.
3. Ler somente a parte esquerda da palavra.
Ago. faç. out. experime. leia some. a parte esq. das palav. Conseguiu ler? Não precisamos ler integramente as palavras. Se desprezarmos as sílabas finais, nos atendo à metade esquerda da palavra também podemos aumentar nosso ritmo de leitura.

Bem, essas são algumas dicas para melhorar nosso desempenho na leitura. Devemos praticar como um atleta que treina em busca de uma medalha, sem desistir. O resultado será muito gratificante ao final.

domingo, 1 de março de 2009

Como fazer uma monografia

Nem mesmo um livro inteiro esgotaria todas as possibilidades sugeridas pelo título deste artigo: como fazer uma monografia. Mas, podemos sitematizar alguns passos sobre como realizar esta tarefa, sobretudo àqueles que se encontram sem nenhuma idéia de como proceder.

1º passo - Clareza sobre o tema
A idéia clara e precisa do que se pretende estudar já é um excelente início para se escrever uma monografia. Não estou me referindo ao assunto, mas sim ao tema da pesquisa. O assunto sugere uma área de interesse, o que sempre traz inúmeras possibilidades, sendo amplo demais. Para se fazer uma monografia é preciso ter um tema, um assunto delimitado. Deve-se lembrar que monografia quer dizer estudo sobre um único tema, portanto é conveniente fugir de temas que se bifurquem e que ensejariam duas pesquisas e não apenas uma (o que, aliás, já é suficientemente trabalhoso). Para se delimitar um tema de pesquisa existem alguns critérios que precisam ser observados.

2º passo - Levantamento bibliográfico
Uma monografia só começa a se materializar quando deixamos de lado um pouco as elocubrações sobre a escolha do tema e partimos para a ação, indo às fontes para delinear melhor nosso estudo. Como fazer isto? Não há outro caminho a não ser o de se elaborar um levantamento de livros, artigos e teses que já trataram do mesmo tema ou pelo menos do mesmo assunto que o da nossa monografia. Esse levantamento será fundamental para verificarmos, na prática, se existe material suficiente para dar suporte a nosso estudo ou não, bem como para mapear como o mesmo vem sendo estudado por outros pesquisadores, dando uma idéia exata do estado da questão de nosso objeto. Deve-se ainda fazer um registro de todas as obras encontradas sobre o tema em fichas. As fichas, que devem conter as referências bibliográficas da obra, bem como a indicação de onde podemos encontrá-la para consulta, nos ajudarão depois, no momento de leitura e coleta dos dados.

3º passo - Problematização
Toda pesquisa é norteada por uma pergunta que pretendemos responder. Pergunta sobre a causa de um determinado fenômeno ou sobre o seu comportamento. De posse dos dados iniciais coletados no levantamento bibliográfico e orientados pela delimitação do tema, então precisamos tornar claro o nosso problema de pesquisa. Para problematizar um objeto, é necessário transformar em pergunta (que possa ser respondida por meio de pesquisa) o tema que nos propusemos a estudar.

4º passo - Sumário provisório
Tendo já definido nosso objeto de estudo (o tema devidamente delimitado e problematizado), passemos então à redação do sumário provisório. Todo autor antes de escrever um livro redige uma lista de assuntos que serão tratados nos capítulos. Tal lista ajudará na hora da redação. Pois bem, antes de escrevermos nossa monografia é preciso planejar os assuntos que serão tratados nos seus capítulos. Isto é feito como num sumário de livro, com a diferença que esse nosso esqueleto será ainda provisório. Muito bem, numa folha ou mesmo no computador escreva o título de sua monografia, na sequência um rápido resumo de sua delimitação e problematização. Em seguida, relacione os títulos provisórios dos assuntos que serão abordados nos capítulos, enumerando-os. É bastante útil que cada capítulo planejado seja subdividido em itens. Exemplo:
Título
Tema
Delimitação
Problema
Cap. 1
1.1
1.2
1.3
Cap. 2
2.1
2.2
2.3
Cap. 3
(...)
Cap. 4
(...)
À medida que o estudo avançar, serão feitas alterações neste plano provisório, mas ele nos auxiliará nas etapas seguintes do trabalho.

5º passo - Coleta de dados
Quando sabemos com precisão onde queremos chegar e o que pretendemns estudar, fica mais simples realizar a tarefa da coleta de dados. É a pesquisa propriamente dita. Nesta fase levantaremos todas as informações necessárias para responder à pergunta-problema e desenvolver nossa monografia. Podemos buscar os dados em diversas fontes, como na observação de experimentos, no levantamento de dados em campo, por meio de questionários e entrevistas e ainda por meio da leitura exaustiva da bibliografia arrolada na etapa do levantamento bibliográfico. Toda a bibliografia selecionada deve ser lida e fichada. No fichamento, anotaremos as informações que mais nos interessam para o desenvolvimento da monografia. É importante anotarmos também, em fichas ou folhas avulsas, as idéias que forem surgindo da leitura. Essas fichas conterão apenas nossa reflexão sobre o assunto, não se tratando de uma cópia do pensamento dos autores estudados.

6º passo - Redação do trabalho
Com a posse de todos os fichamentos de leitura e de idéias e os dados levantados em nosso estudo de caso, passaremos agora à escrita propriamente da monografia. Antes de escrevermos, iremos reorganizar o sumário provisório, de acordo com o material que conseguimos agrupar. Uma boa estratégia é criar uma pasta (do tipo pasta-catálogo). Cada repartição será destinada a um dos capítulos. Nesses compartimentos nós iremos distribuir nossos fichamentos. Assim, para cada capítulo teremos o planejamento dos itens que serão tratados e do respectivo material pesquisado. Depois dessa organização, passamos à escrita do trabalho, lembrando que a monografia deve apresentar os resultados da pesquisa realizada e que os dados ali indicados visam a responder um problema. Não se esqueça de que as citações bibliográficas e a própria formatação do trabalho devem obedecer a normas técnicas da instituição onde o trabalho será apresentado e da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Como dissemos no início, impossível esgotar um assunto como este. Mas, espero ter contribuído de alguma forma para aqueles que querem iniciar sua monografia mas que não sabiam ao certo como fazê-lo.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Organizando os estudos

Já se disse que o mais importante não é o quanto se estuda, mas como se estuda.
É certo que hoje dispomos de cada vez menos tempo. Muitos alunos precisam conjugar as aulas e as atividades extracurriculares com o trabalho, sem o qual, muitas vezes, não poderiam se manter nas faculdades. Alguns, que não necessitam trabalhar, frequentam cursos em período integral, que toma igualmente o seu tempo.
Por isso, a organização e a disciplina na vida de estudos são imprescindíveis para um bom desempenho acadêmico.
Antes de falar propriamente na organização é preciso que eu defina o que se entende por "vida de estudos". Pode parecer absolutamente desnecessário dizer isto, mas há muitos que pensam que suas vidas escolares resumem-se a estarem presentes em sala quando as aulas são ministradas.
Nada disso. Uma boa vida de estudos começa aí, com uma participação efetiva nas aulas e nas atividades propostas em sala. Mas, fora da universidade, em casa ou na biblioteca, é que ocorre a verdadeira preparação do estudante: leituras de textos e livros recomendados, fichamentos, sínteses e resumos e até mesmo a revisão e o estudo do conteúdo abordado na aula anterior.
Para conjugar a falta de tempo com a necessidade de momentos de estudo fora da faculdade é que se recomenda o planejamento de um cronograma de estudos. Nele (que pode se assemelhar a um calendário, com os dias das semanas) planejaremos quais as matérias serão estudadas e quanto tempo nos dedicaremos a isto.
O cronograma é bem simples e deve ser produzido de maneira realista. Não adianta pensar que estudaremos seis horas por dia, quando na verdade dispomos de pouco mais de meia hora apenas para essa atividade. Mais vale ocupar bem esta meia hora, dedicando-se cada dia da semana meia hora ao estudo de uma matéria, do que se frustrar ao não conseguir concretizar suas metas.
Então, mãos à obra: relacione em um quadro as matérias que você tem para estudar e a quantidade de tempo disponível para isso. Defina para cada dia da semana a matéria a ser estudada e durante quanto tempo isso será feito. Discipline-se para seguir sua programação, mesmo que outras atividades surjam para disputar sua atenção. Você verá que melhor do que ficar se lamentando por não ter tempo é saber administrá-lo corretamente e a seu favor.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Você sabe estudar?

Muitos alunos têm chegado ao ensino superior (e alguns à pós-graduação) sem saber estudar. Isto ocorre pela falta de importância com que esse assunto tem sido tratado.
Além da falta de técnicas apropriadas de estudo - leitura, fichamento, esquematização e resumo -, nossos estudantes não foram acostumados à disciplina do estudo.
Avalie agora se você sabe estudar. Responda às questões do roteiro e faça uma avaliação de como, quanto e quando estuda.
Como todo tipo de teste, este funciona como um diagnóstico e não como algo de valor absoluto. No entanto, reflita com honestidade sobre as questões, examine seus pontos fortes e fracos e faça desse autoconhecimento uma fonte para melhorar sua vida de estudos na universidade.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Portfólio como ferramenta de avaliação

Neste semestre implantaremos a avaliação dos alunos de metodologia científica por meio de um portfólio.
O portfólio documentará todos os trabalhos extraclasse e os que forem desenvolvidos em sala de aula ao longo do semestre.
Cada atividade será registrada em uma ficha que ficará com o estudante e que será juntada aos demais trabalhos acadêmicos. Ao final do bimestre, o aluno receberá uma nota pelo portfólio desenvolvido.
Com o portfólio, poderemos avaliar o aluno ao longo do processo de ensino-aprendizagem. Desta forma, o estudante poderá participara ativamente como sujeito desse processo, responsabilizando-se por sua aprendizagem.
A ficha padrão para controle do portólio pode ser obtida aqui.
Desejo que todos tenhamos um bom trabalho neste semestre que se inicia.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Texto científico tem que se adequar à reforma ortográfica

Quem iniciou 2009 com a meta de escrever sua monografia ou tese tem um desafio adicional: adequar o texto à nova reforma ortográfica da língua portuguesa, que passou a vigorar no País em janeiro.
Muitos podem se perguntar da importância de se unificar a ortografia nos países de língua portuguesa (quinta língua mais falada no mundo), mas no meio científico a relevância é evidente. Muitas publicações deixam de circular em âmbito internacional, pois não há uma padronização ortográfica. Com a unificação, a produção científica brasileira poderá circular em um âmbito maior, sem necessidade de versão, como ocorre hoje. O mesmo valerá para livros, que poderão ser editados e circular em quaisquer dos países falantes de língua portuguesa.
Embora algumas mudanças não devam ser sentidas na prática (como a abolição do trema, praticamente em desuso há anos), outras precisam ser observadas com atenção, como as regras para hífen e acentuação.
Como a ‘internalização’ das novas regras virá somente com o tempo, alguns serviços na internet podem auxiliar na solução de dúvidas, como o site Ortografa, com dispositivo que converte automaticamente a grafia das palavras em conformidade com a reforma.
Não é preciso dizer que a perfeita expressão das idéias e seu entendimento dependem da correção ortográfica e gramatical do texto científico. Por isso, a revisão dos escritos e adequação à nova grafia são fundamentais para os pesquisadores, sejam iniciantes ou veteranos.