Como fazer uma monografia

Os passos para se elaborar uma monografia são apresentados neste texto, de forma sintética, buscando orientar estudantes que têm a missão de redigir um trabalho monográfico.

 

Tema deve ser

delimitado

Veja aqui alguns critérios que podem auxiliá-lo a ter

êxito nesta etapa de

definição da pesquisa.

 

Problema com o

problema?

A formulação do problema é crucial para bom êxito da

pesquisa. Saiba como ela

ocorre.

 

O que é pesquisa? Para que se pesquisa em ciências sociais aplicadas?

 

Artigo explica como apresentar objetivos gerais e específicos do projeto

 

Pesquisa tem que ser relevante; projeto deve indicar sua

importância social e científica

 

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Para quem pesquisa e quer publicar em psicologia

Uma dica para os que estudam e pesquisam em Psicologia e querem publicar artigos ou elaborar periódicos na área: o livro Publicar em Psicologia, redigido por docentes e bibliotecários da USP, sob patrocínio do Conselho Federal de Psicologia, está disponível para download gratuito no blog dos editores. Em uma apresentação clara, os autores e colaboradores analisam o artigo científica sob a ótica editorial, orientam sobre como preparar um artigo e esmiuçam o processo de editoração de uma revista científica em Psicologia.

sábado, 1 de agosto de 2009

Referências devem seguir padrão da ABNT

O questionamento a seguir foi encaminhado por um internauta: “Como saber qual a norma que deve ser seguida? Existe um lugar que forneça as últimas atualizações da ABNT? Pois é uma boa desculpa dizer que não está seguindo as normas-bases – NBR 6023/2002 e NBR 10520/2002, por exemplo –, porque se está seguindo um adendo da NBR que ninguém conhece”.
Pois é, a questão das normativas técnicas de referências e apresentação de trabalhos acadêmicos não costuma ser muito clara em nossas instituições de ensino, realmente.
O site da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aponta que as duas normas citadas pelo internauta NBR 6023/2002 (sobre referências bibliográficas) e a NBR 10520/2002 (citações em documentos) estão em pleno vigor. No entanto, tais normas são comercializadas pela ABNT, o que dificulta o acesso do estudante ao texto integral das normativas. Importante observar que as duas normas citadas trouxeram modificações em relação às anteriores. A 6023, por exemplo, trouxe referências de documentos eletrônicos (internet e e-mails) e materiais especiais, como mapas.
O que ocorre, no entanto, é que as próprias faculdades fazem adaptações da norma da ABNT, em conformidade com suas necessidades específicas.
Em alguns casos, os manuais de normalização dessas instituições não são completos, exigindo que além da consulta à norma institucional, o aluno ou professor tenha que recorrer também à ABNT. Quando o trabalho (tese ou TCC) vai então para a banca, aí ocorrem as situações inusitadas: conflitos de normas são apontados e o aluno (de graduação ou pós-graduação) fica “vendido”.
Agora, curioso foi o que nosso amigo internauta apontou: volta e meia alguém cita um “adendo” desconhecido da norma técnica para justificar suas posições. Dá a impressão que as normas, mesmo existindo e sendo padronizadoras, são uma espécie de terra de ninguém acadêmica. Um acesso mais amplo a elas poderia ajudar a diminuir esse tipo de situação.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Roteiro para seminário de pesquisa

Começaremos na próxima semana as apresentações dos seminários de pesquisa, cujo objetivo é relatar o andamento das pesquisas que dão base à elaboração do trabalho de conclusão de curso.
Além de preparar o aluno para a etapa vindoura da apresentação do TCC perante a banca e auditório, estes seminários serão de grande importância para diálogo, troca de experiências entre os colegas da sala, permitindo reorientação dos rumos do trabalho.
Cada aluno terá cinco minutos para expor para a sala os seguintes aspectos:
- Título provisório do trabalho
- Delimitação do tema e caracterização do objeto
- Identificação do tipo de pesquisa
- Problema de pesquisa
- Técnicas e procedimentos de coleta de dados
- Estágio atual do andamento do trabalho
Além da exposição oral, cada aluno deverá apresentar um texto sucinto com as informações solicitadas no roteiro. As apresentações serão seguidas de debate e questionamentos visando esclarecer pontos. Um bom trabalho a todos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Citação indireta, a paráfrase

Além das citações textuais (ou diretas), um recurso muito utilizado nos textos acadêmicos são as chamadas citações indiretas ou paráfrases.
Parafrasear é reescrever, com nossas palavras, o pensamento de um autor, com o intuito de deixar o texto mais objetivo. Grandes trechos de uma obra podem ser citados como paráfrase, evitando-se longa e desnecessária cópia.
A paráfrase exige cuidados, como manter-se fiel à informação e à ideia do texto original parafraseado, além de se fazer remissão à fonte, sempre.
Cuidado com este ponto, pois uma paráfrase não é plágio. No entanto, um texto parafraseado, sem a devida fonte, torna-se um plágio. Este pode ser voluntário (proposital) ou involuntário, fruto de uma citação indireta mal feita.

domingo, 7 de junho de 2009

Quando e como citar


As citações figuram como importantes elementos na composição do trabalho acadêmico, seja do artigo ou da monografia. São elas que nos dão apoio e referencial das ideias que vamos refutar ou que pretendemos endossar.
No entanto, é preciso empregá-las com cautela. Temos visto muitos textos por aí que são verdadeiras obras do ctrl+c e crtl+v, o famoso recurso de copiar e colar.
Para que nossas produções intelectuais não se assemelhem a um patchwork - colcha de retalhos, alguns critérios precisam ser observados. Umberto Eco, em seu livro Como se faz uma tese (1998, p. 121-126) dá 10 orientações sobre como e quando citar. Vejamos suas sugestões:
1. A amplitude do uso de citações justifica-se apenas para textos que são objeto de nossa análise. Apensas documentos ou fontes primárias merecem profusão de citações em um texto;
2. Para os textos secundários, comentaristas e doutrinadores, a regra que vale é a do comedimento nas citações. A literatura crítica só é citada quando corrobora ou confirma nossa interpretação;
3. A citação de um texto pressupõe compartilhamento. Caso não façamos nenhuma crítica ao texto citado, pressupõe-se que compartilhamos da ideia do autor;
4. As citações exigem remissão clara ao autor e à obra por meio de referências ou notas;
5. As fontes primárias devem ser citadas a partir da edição crítica ou a mais conceituada;
6. As citações de textos em língua estrangeira exigem a transcrição do trecho original em nota de rodapé;
7. As citações breves (até três linhas) são feitas no próprio corpo do texto;
8. Para as citações longas (mais de três linhas), recuamos o texto quatro centímetros à direita, de forma blocada, com fonte menor;
9. As citações devem ser fiéis: não se pode mudar a forma de expressão do autor. Sublinhados, interpolações (comentários no meio de uma citação) e elipses (cortes de texto) devem ser expressamente indicadas;
10. Como diz Eco, "citar é como testemunha em um processo". Além da fidedignidade da informação, a fonte precisa ser indicada de forma clara, para que possa ser averiguada por todos.
Em síntese, o que vale mesmo é o bom senso do pesquisador. No mais, vale a regra: citamos um texto que em seguida será interpretado ou citamos um texto em apoio à nossa própria interpretação.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Orientação bibliográfica sobre monografia

A produção sobre metodologia e monografia é vastíssima, compreendendo obras dos mais diversos níveis e enfoques teóricos-metodológicos.
Assim, ao sugerir livros acerca do assunto, tive que fazer uma escolha, muitas vezes guiada por afinidades ou por considerar satisfatórias as abordagens dos autores em muitos dos aspectos concernentes à elaboração da monografia.
De forma alguma a biliografia apontada aqui é exaustiva. Ela procura listar, apenas, algumas obras essenciais para quem está fazendo uma monografia em ciências humanas ou ciências sociais aplicadas.
Obras clássicas - Os trabalhos listados abaixo podem ser considerados clássicos entre a bibliografia em língua portuguesa sobre monografia. São metodologicamente consistentes e auxiliam o trabalho dos estudantes e pesquisadores independentemente do nível ou da área:
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1998.
SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
Monografia em Administração - Duas obras que focalizam o trabalho de conclusão de curso em Administração:
ACEVEDO, Claudia Rosa; NOHARA, Juliana Jordan. Monografia no curso de Administração. São Paulo, Atlas, 2004.
VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em Administração. São Paulo, Atlas, 2005.
Monografia em Contabilidade - Em Ciências Contábeis, um bom manual foi organizado pela professora Ilse Beuren:
BEUREN, Ilse Maria (org.). Como elaborar trabalhos monográficos em contabilidade. São Paulo, Atlas, 2003.
Monografia em Direito - A bibliografia de TCC na área de Direito é enorme, mas um texto clássico nesta disciplina é: LEITE, Eduardo Oliveira. A monografia jurídica. 6ª ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2003.
Como dissemos, a relação apresentada aqui é bastante parcial, mas pode ser bastante proveitosa para aqueles que procuram uma bibliografia mais consistente sobre trabalho monográfico e projeto de pesquisa.