Como fazer uma monografia

Os passos para se elaborar uma monografia são apresentados neste texto, de forma sintética, buscando orientar estudantes que têm a missão de redigir um trabalho monográfico.

 

Tema deve ser

delimitado

Veja aqui alguns critérios que podem auxiliá-lo a ter

êxito nesta etapa de

definição da pesquisa.

 

Problema com o

problema?

A formulação do problema é crucial para bom êxito da

pesquisa. Saiba como ela

ocorre.

 

O que é pesquisa? Para que se pesquisa em ciências sociais aplicadas?

 

Artigo explica como apresentar objetivos gerais e específicos do projeto

 

Pesquisa tem que ser relevante; projeto deve indicar sua

importância social e científica

 

sábado, 25 de outubro de 2008

Critérios para delimitação do tema

Não raro o assunto de pesquisa é confundido com o tema. O primeiro é mais abrangente, comportando diversas possibilidades de recorte, enquanto que o segundo consiste naquilo que o pesquisador pretende abordar com parâmetros precisos em sua pesquisa.
Diversos estudantes ou pesquisadoes podem abordar um mesmo assunto, o que não significa que todos tratarão do mesmo tema. Podemos dizer que o tema é o assunto delimitado.
Depois de escolhido o assunto de pesquisa é preciso ainda afunilá-lo, circunscrevê-lo. Para ajudar nesta etapa, podemos estabelecer alguns critérios para a delimitação do tema.
Um primeiro critério é o espacial (GIL, 2004, p. 162). Por ser a pesquisa social eminentemente empírica, é preciso delimitar o locus da observação, ou seja o local onde o fenômeno em estudo ocorre. Um estudo que trate da violência urbana, por exemplo, pode comportar diversos recortes espaciais (um município, uma área metropolitana, uma região, etc). Certo é que o parâmetro espacial escolhido implicará no resultado dos dados obtidos e nas conclusões do estudo.
Outro critério de delimitação é o temporal (GIL, 2004, p. 162), isto é, o período em que o fenômeno a ser estudado será circunscrito. Podemos definir a realização da pesquisa situando nosso objeto no tempo presente, ou recuar no tempo, procurando evidenciar a série histórica de um determinado fenômeno. Uma investigação sobre micro-empresas, por exemplo, pode situar-se no momento corrente, durante um período abrangido por um determinado plano econômico (Real ou Cruzado, p.ex.) ou ainda nos últimos 10 ou 15 anos. Tudo depende, é claro, do objetivo do pesquisador em elaborar o dado recorte.
A delimitação deve se ater, para usar a terminologia da Victor Franz Rudio, à definição do "campo de observação" (RUDIO, 1985, p. 72-75). Este comporta, além do local (recorte espacial) e circunstâncias (recorte temporal), a população a ser estudada.
A população consiste na definição de quem será objeto da pesquisa. Este quem pode se referir a um conjunto de empresas, ou aos pacientes sob determinado procedimento clínico ou ainda a sujeitos que serão indagados acerca de seus comportamentos ou visão de mundo (exemplo, os praticantes de uma determinada religião). A população do estudo dependerá, obviamente, da área de conhecimento na qual ele se insere e no propósito de cada pesquisa.
Diante desses critérios, tratemos então de definir o nosso campo de observação, visando elaborar um projeto assentado sobre tema consistente e preciso.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ICAH disponibiliza versão integral de artigo

A revista Fronteras de la Historia, do Instituto Colombiano de Antropologia e História (ICAH), de Bogotá, disponibiliza versão integral do artigo "Imágenes de dominación en las fiestas de la Conquista", do professor José Artur Teixeira Gonçalves. Acesse a versão completa do artigo, em espanhol.

domingo, 28 de setembro de 2008

Projeto de pesquisa: um exemplo

A finalidade da metodologia é, tenho insistido em muitas de nossas aulas, propor um caminho para a investigação científica sem, contudo, tornar-se uma amarra rígida que impeça a criatividade do pesquisador diante de objetos e abordagens diferenciadas.
Faço esta ressalva inicial porque logo abaixo, atendendo ao pedido da acadêmica Franciellen Ghirardi, disponibilizo o resumo de um projeto de pesquisa. A intenção é verificar como um pesquisador trata, no corpo do projeto, da problematização, abordagem metodológica, etc.
Não deve ser visto, contudo, como uma receita de bolo. Atenção, é uma ilustração. Cada um deve buscar as suas soluções para os seus temas e problemáticas.
Quero observar ainda que o resumo abaixo deve ser utilizado com ética. Trata-se de um projeto de docente e acadêmica das Faculdades Integradas Clareatianas, que reproduziremos abaixo com os respectivos créditos.


A CONTABILIDADE NO TERCEIRO SETOR: UM PROJETO DE PESQUISA *
Fernanda Rodrigues da Silva
Renata Nascimento Silva
Faculdades Integradas Claretianas
O objetivo deste trabalho (em fase de projeto de pesquisa) é levar ao conhecimento do leitor a Contabilidade no Terceiro Setor, quais são as instituições integrantes do mesmo e a legislação que regula o sistema contábil do terceiro setor. A problemática de pesquisa se resume na seguinte indagação: como é empregada na prática a contabilidade dessas instituições? E decorrente desta questão se essa contabilidade é empregada de maneira correta obedecendo aos princípios legais que regem essas instituições. A opção metodológica da pesquisa reside no método hipotético-dedutivo e a combinação entre documentação direta e indireta nas técnicas de pesquisa. A etapa da revisão bibliográfica, deste projeto de pesquisa, indica que o conceito chave que compõem o universo da pesquisa diz respeito à própria identificação do que seja em termos sociológicos e legais o chamado terceiro setor: quais suas relações com os outros setores da sociedade, quais instituições pertencem ao terceiro setor e qual seu papel social e suas competências técnicas. Nessa direção, para entender o que significa Terceiro Setor é necessária uma introdução aos outros dois setores da economia, o Primeiro e o Segundo Setor. No primeiro setor situa-se o Estado, que por meio de seus órgãos e entidades exerce as atividades política, administrativa, econômica e financeira com o objetivo de cumprir suas finalidades básicas desempenhando as funções de instituir e dinamizar a ordem jurídica, resolução de conflitos sociais, administração e gerenciamento de bens públicos para atender às necessidades coletivas. Já o Segundo Setor constitui-se das empresas privadas que exercem suas atividades com finalidade lucrativa, visando distribuir o lucro adquirido aos seus investidores. Resultante de diversos problemas sociais e da dificuldade do Primeiro Setor, ou seja, o Estado em atender estas demandas, surgiu um setor que vem desenvolvendo essas atividades através de inúmeras instituições, o chamado Terceiro Setor. Terceiro setor é o conceito dado para designar organizações sem fins lucrativos, cujo papel principal é a participação voluntária fora do âmbito governamental, que dão suporte às práticas de caridade e filantropia voltadas para garantir o direito de cidadania da sociedade. O termo Terceiro Setor expressa uma alternativa para as desvantagens tanto do mercado, associadas à maximização dos lucros, quanto do governo com sua burocracia inoperante. Essas organizações fazem contraponto as organizações do Governo, onde as iniciativas particulares também conduzem determinadas atividades típicas do Estado, tais como: educação, saúde, desporto, cultura, comunicação, geração de emprego e renda dentre outras.Portanto sejam sindicatos, associações, igrejas, cooperativas ou quaisquer outras organizações que fazem contraponto ao capital, que não distribuam seu patrimônio aos associados, que ajam independentemente do Estado e de forma autônoma em relação a este, são organizações do Terceiro Setor.
* Fonte: SILVA, Renata N.; SILVA, Fernanda R. da. A contabilidade no terceiro setor: um projeto de pesquisa. Disponível em: http://ccic.claretianas.br/ccic2005/resumos/Cont/A_CONTABILIDADE.pdf Acesso em 28 set. 2008.

sábado, 6 de setembro de 2008

Falando sobre delimitação do tema

Uma anedota, às vezes, serve para ilustrar aquilo que queremos dizer em mil palavras. Por isso, vale contar essa pequena história...
Um belo dia, um estudante procurou seu professor de metodologia e disse que queria fazer um projeto de pesquisa. O mestre ficou satisfeito e indagou:
_Muito bom meu aluno, mas me diga, qual o tema de seu projeto?
O aluno, mais satisfeito ainda disse, singelamente:
_Professor, quero pesquisar sobre Deus e o Mundo.
Rapidamente o ar de satisfação do profesor foi tomado por uma expressão de desespero.
_ Mas, meu aluno - interpelou o mestre -, esse assunto é muito vasto. Homens ilustres e sábios já tentaram discorrer sobre isso e não conseguiram no decurso de uma vida. Você precisa delimitar o seu tema.
O aluno fitou o mestre, mais desanimado do que este. Justo agora aque ele parecia ter entendido todas aquelas coisas que se ensinavam nas aulas de metodologia! O professor percebeu e não quis desestimular o aluno. Recomendou-lhe a leitura de alguns livros, do Severino, do Umberto Eco, do Salomon e pediu que o jovem retornasse na próxima semana.
Algus dias depois, aparece o jovem aluno, todo sorridente, trazendo debaixo dos braços uma pilha de compêndios.
_Professor, agora eu delimitei o meu tema. Quero estudar apenas o mundo...
Moral da história: não adianta escolher um assunto para o projeto de pesquisa. É preciso delimitá-lo.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Escolha do tema

Elaborar um projeto de pesquisa - e nós aqui já vimos para que serve e quais são suas partes constitutivas - exige a escolha de um assunto. Não há outra forma de começar. Tudo no projeto gravitará em torno de uma temática.
Em geral, a primeira escolha que fazemos de um assunto ou área de pesquisa não apresenta um recorte muito preciso, exigindo que depois se retrabalhe o alvo de nosso interesse e assim se chegue à definição do tema.
Muito frequentemente os alunos partem para essa tarefa sem ter nenhuma idéia em mente sobre o que querem pesquisar. Ou ainda, quando têm um interesse, este se apresenta de forma muito abrangente e indefinida, manifestada por frases do tipo: "Professor, gostaria de fazer um estudo sobre contabilidade tributária", ou ainda, "Queria estudar sobre teorias da administração". Com o tempo, é natural que esse interesse geral vá se aprofundando e surja daí o verdadeiro tema do projeto.
Para aqueles que ainda não fizeram a escolha do tema, há alguns conselhos práticos - mais do que regras - que são formulados por Umberto Eco (Como se faz uma tese, São Paulo, Perspectiva, 2005, p. 6) e podem orientar o pesquisador, seja iniciante ou experiente:
1. O tema deve interessar ao aluno. Não adianta escolher temas que sejam impostos ou sobre os quais não se tenha qualquer motivação para seu estudo.
2. As fontes de pesquisa devem ser acessíveis. Antes de elaborar um projeto sobre um determinado assunto é preciso saber se as fontes para o seu estudo (documentação, bibliografia, etc.) estão ao "alcance material", ou seja, se estão disponíveis. De nada adiantaria escolher um assunto de pesquisa acerca do qual não teria a disponibilidade de acesso ao material, seja pelo fato das fontes serem raras ou pela área definida ser ainda muito nova ou altamente especializada.
3. Mesmo que estejam ao meu alcance material, as fontes devem ser manejáveis, isto é, estar ao "alcance cultural". Posso ter na biblioteca da minha faculdade as obras completas do autor que pretendo estudar, mas todas no original em alemão, língua a qual eu não domino, impedindo-me de manejar, ou utilizar, aquela documentação. Assim, neste exemplo, teríamos fontes acessíveis, mas não manejáveis.
4. Por fim, é preciso refletir se a metodologia e a teoria que pretendo empregar em minha pesquisa são adequadas à minha experiência. Não é raro que busquemos nos enveredar por áreas que exijam, previamente, uma série de conceitos e de conhecimentos teóricos. O que ocorre é que não dá para "improvisar" em uma pesquisa. É preferível escolher uma abordagem menos "ousada", mas perfeitamente executável, do que pretender usar a "última teoria" e não ter domínio sequer dos seus conceitos básicos.
Como se vê, não há uma receita milagrosa para a escolha do tema. Este é fruto de muito trabalho e pesquisa. O que se pode é tentar aprender com a experiência daqueles que já passaram por esses mesmos dilemas e conseguiram "sobreviver" aos seus trabalhos de conclusão e teses de pós-graduação. Boa sorte.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Tensão pré-monografia

Pessoal, esse post é para relaxar, afinal temos trabalhado bastante duro nos últimos meses.

Se você vem sofrendo de TPM - tensão pré monografia, então acesse a comunidade no Orkut e entre para esse time!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Estrutura do projeto de pesquisa

Pois é, pessoal, estamos de volta. Agora, com um novo desafio, que é o de produzir um projeto de pesquisa. Para tal empreitada, irei nortear aqui a estrutura de projeto de pesquisa que nos servirá de parâmetro. O objetivo, neste momento, não é o de discorrer em profundidade sobre cada uma das partes do projeto, mas assinalá-las. Então, vamos lá.
O projeto se inicia pela colocação do tema, que deve estar suficientemente delimitado, e pela formulação do problema.
A indicação de uma problemática de pesquisa sugerirá ao pesquisador hipóteses, respostas provisórias que orientam o trabalho de coleta de dados, que podem ou não ser comprovadas.
Após definido o objeto de estudo, expresso pela sequência tema-problema-hipótese, é necessário evidenciar a relevância social e a importância científica do objeto na justificativa.
No planejamento que constitui o projeto, o pesquisador deve deixar muito claro quais são seus objetivos, isto é, quais as metas estabelecidas para a investigação.
A formulação do objeto deve estar assentada em um sólido embasamento teórico. Aqui, deve-se evidenciar a teoria que embasará a interpretação dos dados recolhidos no campo ou na pesquisa bibliográfica, bem como elaborar a revisão bibliográfica pertinente ao tema.
A metodologia que orientará a pesquisa também precisa ser colocada com clareza no projeto. Por metodologia entende-se não só as técnicas e procedimentos a serem empregados para a coleta de dados, bem como o tipo de abordagem do objeto.
Por fim, a estrutura do projeto coonta com o cronograma - calendário das atividades futuras a serem realizadas durante a investigação - e a bibliografia, da qual constará não só obras usadas no projeto, bem como aquelas indispensáveis para o estudo do tema proposto.