Como fazer uma monografia

Os passos para se elaborar uma monografia são apresentados neste texto, de forma sintética, buscando orientar estudantes que têm a missão de redigir um trabalho monográfico.

 

Tema deve ser

delimitado

Veja aqui alguns critérios que podem auxiliá-lo a ter

êxito nesta etapa de

definição da pesquisa.

 

Problema com o

problema?

A formulação do problema é crucial para bom êxito da

pesquisa. Saiba como ela

ocorre.

 

O que é pesquisa? Para que se pesquisa em ciências sociais aplicadas?

 

Artigo explica como apresentar objetivos gerais e específicos do projeto

 

Pesquisa tem que ser relevante; projeto deve indicar sua

importância social e científica

 

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Delineamento de pesquisas em Contabilidade e Administração

Para acompanhar nosso estudo em sala dos diferentes tipos de delineamento de pesquisa em Contabilidade e Administração, postarei alguns links de artigos que serão utilizados para discussão quanto ao aspecto metodológico.
O que nos interessa é verificar como as pesquisas relacionadas foram elaboradas, quais os procedimentos de coleta de dados e análises foram empregados pelos pesquisadores. O objetivo não é criar um modelo, mas possibilitar um acompanhamento didático dos procedimentos através da abordagem de casos concretos.
Para discussão de estudo de caso, analisaremos o texto Teoria da contingência e contabilidade gerencial: um estudo de caso sobre o processo de mudança na Controladoria do Banco do Brasil; na área de administração, temos o trabalho A administração de caixa em empresas de pequeno porte : estudo de caso no setor hoteleiro de Salvador-BA.
Já para os estudos com enfoque quantitativo, veremos O call center e a fidelização de clientes: um estudo quantitativo no setor bancário de São Paulo.
Como se vê, selecionei estudos qualitativos e quantitativos, visando mostrar os diferentes designs metodológicos possíveis em pesquisa. Não propomos uma dicotomia entre os dois métodos, mas sim mostrar suas diferenças e aplicabilidades no contexto da pesquisa científica em contabilidade e administração.
Boas leituras.

terça-feira, 13 de maio de 2008

O fichamento de leitura



Dentre os diversos tipos de fichas e fichamentos, o mais imprescindível deles é o de leitura. Na verdade, todo estudante deveria manter suas fichas (ou documentação de leitura) em dia e atualizadas. Sobre os benefícios da prática, já escrevi em um tópico anterior.Portanto, vamos ao tema.
O fichamento é uma técnica de estudo e ferramenta imprescindível de todo pesquisador. Seu nome nos remete para o modo artesanal através do qual a técnica se desenvolveu: da prática de registro de informações em fichas, objetivando a sistematização ou reflexão do conhecimento.
Hoje, com o auxílio da informática, temos ao alcance programas de bancos de dados, que permitem este trabalho e praticamente eliminam o papel no processo de sua formulação. Todas as informações são registradas em fichas digitais. Mas ainda assim, constituem-se fichas e fichamentos...
Uma boa ficha de leitura (independente do suporte, digital ou analógico) serve para sistematizar o conteúdo essencial de uma obra, bem como articulá-lo com nossa reflexão pessoal.
Com sua experiência de pesquisador e escritor, Umberto Eco (1983, p. 96-111) propõe que uma ficha de leitura contenha alguns elementos, como podemos visualizar acima. Os componentes principais são:
- Indicações bibliográficas da obra que está sendo fichada;
- Informações sobre o autor (quando não o conhecemos e necessitamos deste suporte);
- Citações literais de trechos mais importantes da obra (usando aspas nas transcrições);
- Comentários pessoais (quando fizermos nossas observações, é importante deixar claro seu caráter pessoal, diferenciando-as por cores ou usando colchetes para tudo aquilo que for opinião nossa e não do autor).
Com a prática sistemática do fichamento certamente iremos fazer adaptações pessoais, incorporaremos outros elementos e nuances particulares ao trabalho. É o caminho natural da aplicação de uma orientação metodológica. Não podemos perder o foco, nunca, de que as técnicas estão a nosso serviço. Nunca o contrário.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Eu odeio metodologia

Não, você não está maluco.
O título acima é o que você realmente está lendo. Só que a frase "Eu odeio metodologia" não sou eu quem está dizendo. É o título de várias comunidades no Orkut (rede de relacionamentos na Internet) que encontrei enquanto pesquisava sobre redes virtuais.
Movido por uma "curiosidade científica", entrei nas comunidades, buscando tentar compreender aquela manifestação. Em primeiro lugar elas revelam a irreverência estudantil, a livre maneira de se manifestar da juventude, e isto é ótimo.
No entanto, quando lemos os scraps, as mensagens deixadas, verificamos que tudo aquilo que os estudantes odeiam (por exemplo, fazer trabalho e apresentá-lo na frente da classe) não é necessariamente atributo da metodologia, e sim estratégias didáticas que variam de professor para professor e que não são exclusividade da metodologia.
Da mesma forma, observamos que há um apego ao entendimento de que a metodologia consiste em um conjunto inócuo de regras e normas, como se só estas (que são na verdade um capítulo muito pequeno dentro do rico e amplo universo da metodologia) existissem.


Também pude encontrar nestes scraps argumentos mais bizarros, como o de um estudante que disse que "ninguém merece" metodologia já que esta o obriga a dispor dos domingos para fazer trabalhos ao invés de se dedicar ao "laser" (assim mesmo, com "s"). No seu entendimento, a metodologia é "coisa de louco", ou ainda, uma "frescura".
Sei que afirmações como esta partem de alunos inteligentes, mas que infelizmente reproduzem de modo a-crítico um discurso cheio de falácias e pré-concepções. Tal discurso é vivo em ambientes onde não há tradição de pesquisa acadêmica e se pensa que o aluno deve ser preparado apenas para o mercado, como se hoje o próprio mercado não exigisse profissionais com múltiplas habilidades (veja-se, por exemplo, quantos graduados estão hoje em busca de tais qualificações em cursos de especialização e pós-graduação stricto sensu).
Pensei até em reagir, ao ver as comunidades virtuais desancando a metodologia, e formatar outra em resposta, defendendo a mim e a meus colegas que insistimos anos a fio a ensinar a pesquisar: "Eu odeio quem odeia metodologia".
Mas, pensando bem, eu também vou criar uma comunidade no Orkut para aqueles que odeiam metodologia. E na descrição vou relacionar todos os motivos que tornam a metodologia realmente odiosa:
- A metodologia nos obriga a pensar com critério e rigor (e pensar dói);
- A metodologia exige que ampliemos nosso vocabulário e que nos expressemos com clareza (falar axim, nem pensar);
- A metodologia torna complicada nossa vida, pois temos organizar os trabalhos que antes poderíamos fazer de qualquer jeito;
- A metodologia nos obriga ler, gastar horas de nosso tempo na frente de livros enquanto poderíamos estar na balada e nos churras;
- A metodologia quer nos emancipar da dependência intelectual, tornando-nos investigadores e não meros reprodutores de conhecimento, escravos das idéias alheias;
Por todas estas razões, "odiadores" de metodologia de todo o mundo, uni-vos.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Importância da documentação

Sempre que tratamos em nossas aulas acerca de trabalhos acadêmicos elaborados a partir da leitura, nos deparamos com a necessidade de justificar o por quê deste tipo de exigência intelectual.
As perguntas que surgem (ou ficam implícitas) são: para que fichar um texto? Ou ainda, por que devo fazer um resumo ou anotação? Em uma sociedade que prima pelo pragmatismo, não é de se estranhar que isso ocorra.
Só o fato de os fichamentos e demais trabalhos, como resumos, serem frequentemente solicitados em nossos cursos de graduação e pós-graduação já seria suficiente para justificar a sua importância. No entanto, há outros motivos ainda mais relevantes e que devem ser levados em consideração.
O estudante precisa compreender, antes de mais nada, que o ato de produzir uma documentação (fichários, anotações, resumos) a partir da leitura e das aulas corresponde a uma necessidade ligada ao próprio fator de aprendizagem. Quantos mais ativa a participação do aluno na construção do conhecimento, mais sucesso ele poderá obter em sua vida acadêmica.
O aluno em início de curso ainda não consegue visualizar que a monografia - ou Trabalho de Conclusão de Curso - que lhe será exigido ao final dos quatro ou cinco anos de estudo como requisito para sua aprovação demandará a sistematização e consolidação dos conhecimentos obtidos durante toda a graduação, aplicados a um tema e objeto circunscritos.
Pois bem, o TCC demandará grande dose de leituras, parte das quais já realizadas no decorrer da graduação. Caso o hábito de documentar-se já tenha sido incorporado desde o início do curso, ao final o estudante disporá de farto material (resumos, resenhas, levantamentos, fichários, anotações) para a realização de seu TCC. Além do mais, fichar novas leituras não será uma tarefa difícil, pois o graduando já disporá das técnicas necessárias para tal.
Assim sendo, quanto antes começarmos a fichar e a preparar documentação de estudo, melhor estaremos preparados para encarar os desafios futuros, sejam eles no mercado de trabalho, sejam na área acadêmica.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Leitura e resumo

Como estamos falando sobre leitura e resumo, resolvi postar aqui a apesentação em slides da aula em que tratamos do assunto. Espero que aproveitem!

domingo, 30 de março de 2008

Como resumir

Em nossas aulas, temos conversado sobre a importância do ato da leitura, suas dificuldades, bem como estratégias para superá-las. A esquematização e as etapas de análise textual propostas por Severino (2002: 47-61) podem nos auxiliar muito neste caminho.
Nesta semana vamos abordar um outro tipo de trabalho acadêmico bastante exigido nos cursos de graduação: o resumo.
Segundo a NBR 6028/2003 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), um resumo
sintetiza os pontos principais de um documento, podendo ser indicativo, informativo ou crítico.
Um resumo informativo é detalhado, trazendo informações sobre a finalidade, metodologia e conclusões a que chega o autor. Já o resumo indicativo pontua os aspectos principais do texto, mas não detalha informações quantitativas e qualitativas. Por fim, o resumo crítico, também chamado de resenha, consiste na análise crítica de um documento.
Para elaborar um resumo se faz necessário, antes de mais nada, uma leitura completa do texto. Durante esta leitura, vamos identificar as passagens mais importantes e as idéias principais do autor. É conveniente que a cada idéia identificada, assinalemos no canto do texto. Depois, em uma leitura mais detalhada, devemos voltar aos pontos assinalados e sublinhar aqueles que forem realmente centrais para o entendimento da tese do autor e do problema abordado no texto.
Somente depois desta leitura trabalhada é que vamos escrever o resumo. Por se tratar de trabalho de natureza informativa, devemos desenvolver no texto a sequência lógica de idéias do autor, que nos levem de seus objetivos iniciais e problematização ao esclarecimento de sua tese e de sua argumentação.
Um resumo desta natureza exige fidelidade ao pensamento do autor, exigindo a reelaboração da mensagem do autor com nossas próprias palavras. A menos que estejamos escrevendo um resumo crítico, não vamos pontuar no texto nossas opiniões pessoais.
Quanto ao estilo empregado, vale a recomendação de Délcio Salomon (2001: 114): use frases curtas e diretas.
No mais, além da prática constante da técnica (somente esta nos levará ao aperfeiçoamento da competência em resumir), fica uma última sugestão: leia resumos publicados em periódicos científicos de sua área. Além de se familiarizar com novas tendências em sua área técnico-cintífica, você poderá comparar os resumos indicativos elaborados pelos próprios autores com o teor do artigo, verificando assim o que é importante levar para o papel quando se resume um texto.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Quanto tempo leva?

Uma pergunta sempre frequente à mente de quem inicia a tarefa de escrever uma monografia é: quanto tempo é necessário?
A resposta a este questionamento demanda avaliar diversos fatores, alguns deles internos ao trabalho científico (diria-se intrínsecos) e outros externos ao trabalho, ou extrínsecos.
O fator externo mais determinante é o prazo concedido para a realização do trabalho pela instituição a qual se está vinculado (universidade, centro de pesquisa) ou pela agência que fomenta o trabalho (alguns pesquisadores obtêm bolsas e são pagos por agências governamentais ou não-governamentais para desenvolverem pesquisas).
Em geral, o prazo estipulado pelas instituições é de um ano para um trabalho de iniciação científica ou para o desenvolvimento de um trabalho de conclusão de curso. Dissertações de mestrado e teses de doutorado têm prazos mais longos (mas nem tanto assim), variando de 2 a 5 anos.
As variáveis intrínsecas são aquelas que correspondem às exigências de um trabalho científico, que demandam maior ou menor complexidade. Por exemplo, um trabalho que exija pesquisa experimental deve compreender neste cronograma um período para sua elaboração, além da análise dos dados, sua discussão e, finalmente, seu relato escrito (monografia). Da mesma forma, um estudo com base em documentação deve contemplar um prazo para a coleta das fontes, sua leitura, análise, discussão e redação do trabalho.
Em geral, para se cumprir os objetivos de um trabalho de conclusão de curso são necessários, no mínimo seis meses (aqui eu sigo Umberto Eco, em Como se faz uma tese, 1998, p. 14)e não mais do que um ano. As tarefas compreendidas na pesquisa (levantamento de dados, análise e redação) não consomem menos do que seis meses. De seis a 12 meses é o tempo ideal para desenvolvimento, geralmente coincidindo com o último ano da graduação (isso não significa que o estudante deva, necessariamente, deixar a tarefa para o último ano).
Quem tem a missão de escrever um TCC deve estar ciente, portanto, de que serão necessários pelo menos seis meses para a realização da tarefa. Por isso, a tarefa agora é pensar no tempo disponível, traçar objetivos e começar o trabalho. Até mais.