Como fazer uma monografia

Os passos para se elaborar uma monografia são apresentados neste texto, de forma sintética, buscando orientar estudantes que têm a missão de redigir um trabalho monográfico.

 

Tema deve ser

delimitado

Veja aqui alguns critérios que podem auxiliá-lo a ter

êxito nesta etapa de

definição da pesquisa.

 

Problema com o

problema?

A formulação do problema é crucial para bom êxito da

pesquisa. Saiba como ela

ocorre.

 

O que é pesquisa? Para que se pesquisa em ciências sociais aplicadas?

 

Artigo explica como apresentar objetivos gerais e específicos do projeto

 

Pesquisa tem que ser relevante; projeto deve indicar sua

importância social e científica

 

domingo, 7 de junho de 2009

Quando e como citar


As citações figuram como importantes elementos na composição do trabalho acadêmico, seja do artigo ou da monografia. São elas que nos dão apoio e referencial das ideias que vamos refutar ou que pretendemos endossar.
No entanto, é preciso empregá-las com cautela. Temos visto muitos textos por aí que são verdadeiras obras do ctrl+c e crtl+v, o famoso recurso de copiar e colar.
Para que nossas produções intelectuais não se assemelhem a um patchwork - colcha de retalhos, alguns critérios precisam ser observados. Umberto Eco, em seu livro Como se faz uma tese (1998, p. 121-126) dá 10 orientações sobre como e quando citar. Vejamos suas sugestões:
1. A amplitude do uso de citações justifica-se apenas para textos que são objeto de nossa análise. Apensas documentos ou fontes primárias merecem profusão de citações em um texto;
2. Para os textos secundários, comentaristas e doutrinadores, a regra que vale é a do comedimento nas citações. A literatura crítica só é citada quando corrobora ou confirma nossa interpretação;
3. A citação de um texto pressupõe compartilhamento. Caso não façamos nenhuma crítica ao texto citado, pressupõe-se que compartilhamos da ideia do autor;
4. As citações exigem remissão clara ao autor e à obra por meio de referências ou notas;
5. As fontes primárias devem ser citadas a partir da edição crítica ou a mais conceituada;
6. As citações de textos em língua estrangeira exigem a transcrição do trecho original em nota de rodapé;
7. As citações breves (até três linhas) são feitas no próprio corpo do texto;
8. Para as citações longas (mais de três linhas), recuamos o texto quatro centímetros à direita, de forma blocada, com fonte menor;
9. As citações devem ser fiéis: não se pode mudar a forma de expressão do autor. Sublinhados, interpolações (comentários no meio de uma citação) e elipses (cortes de texto) devem ser expressamente indicadas;
10. Como diz Eco, "citar é como testemunha em um processo". Além da fidedignidade da informação, a fonte precisa ser indicada de forma clara, para que possa ser averiguada por todos.
Em síntese, o que vale mesmo é o bom senso do pesquisador. No mais, vale a regra: citamos um texto que em seguida será interpretado ou citamos um texto em apoio à nossa própria interpretação.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Orientação bibliográfica sobre monografia

A produção sobre metodologia e monografia é vastíssima, compreendendo obras dos mais diversos níveis e enfoques teóricos-metodológicos.
Assim, ao sugerir livros acerca do assunto, tive que fazer uma escolha, muitas vezes guiada por afinidades ou por considerar satisfatórias as abordagens dos autores em muitos dos aspectos concernentes à elaboração da monografia.
De forma alguma a biliografia apontada aqui é exaustiva. Ela procura listar, apenas, algumas obras essenciais para quem está fazendo uma monografia em ciências humanas ou ciências sociais aplicadas.
Obras clássicas - Os trabalhos listados abaixo podem ser considerados clássicos entre a bibliografia em língua portuguesa sobre monografia. São metodologicamente consistentes e auxiliam o trabalho dos estudantes e pesquisadores independentemente do nível ou da área:
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1998.
SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
Monografia em Administração - Duas obras que focalizam o trabalho de conclusão de curso em Administração:
ACEVEDO, Claudia Rosa; NOHARA, Juliana Jordan. Monografia no curso de Administração. São Paulo, Atlas, 2004.
VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em Administração. São Paulo, Atlas, 2005.
Monografia em Contabilidade - Em Ciências Contábeis, um bom manual foi organizado pela professora Ilse Beuren:
BEUREN, Ilse Maria (org.). Como elaborar trabalhos monográficos em contabilidade. São Paulo, Atlas, 2003.
Monografia em Direito - A bibliografia de TCC na área de Direito é enorme, mas um texto clássico nesta disciplina é: LEITE, Eduardo Oliveira. A monografia jurídica. 6ª ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2003.
Como dissemos, a relação apresentada aqui é bastante parcial, mas pode ser bastante proveitosa para aqueles que procuram uma bibliografia mais consistente sobre trabalho monográfico e projeto de pesquisa.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Estrutura do artigo científico

Um artigo científico é, como define a ABNT, “parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute idéias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento”.
Sua estrutura compreende elementos pré-textuais (título, autoria, resumo/abstract), textuais (introdução, revisão de literatura, apresentação e discussão dos dados) e pós-textuais (referências, anexos e apêndices).
Para uma visão da estrutura do artigo e de seus componentes segundo a norma da ABNT, recomendo o texto Como elaborar artigo científico.


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Espírito científico

No artigo Espírito Científico, Francisco Sainz aborda a intrincada questão do conhecimento científico à luz da lógica e da filosofia. O autor se propõe a apresentar o conhecimento científico, suas etapas e sua forma particular de raciocínio, em contraposição ao conhecimento dogmático. Longe de querer tornar absolutas as verdades científicas, o autor exprime de modo claro o caráter falível e dinâmico da ciência, sem deixar de evidenciar o quanto este tipo de conhecimento é sistemático. Texto para leitura e discussão em sala.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Conhecimento científico e conhecimento popular

Quando tratam dos diferentes tipos de conhecimento, os manuais de metodologia, ciência ou filosofia geralmente opõem o conhecimento científico às formas de conhecimento popular, numa dicotomia aparentemente insuperável.
Há justificáveis razões para isso, afinal o conhecimento científico é sistemático, factual e aproximadamente exato, enquanto o saber popular é qualificado como subjetivo, assistemático, valorativo e inexato.
A ruptura entre conhecimento popular e científico (ou erudito e popular) em nossa cultura é uma herança da revolução científica no Ocidente, desde Copérnico, passando pelo pensamento inaugurador da modernidade, o Iluminismo. Mesmo na pós-modernidade, quando se relativizam as certezas e a própria noção de verdade, a ciência não perde seu papel central na cultura, atestando o saber que pode ser reconhecido como válido ou legítimo.
No entanto, embora possamos apontar diferenças entre as duas formas de saber, é preciso reconhecer que o primado do científico em detrimento do popular é produto de um auto-centrismo cultural, que invalida todo saber produzido fora dos ambientes legítimos.
Dois exemplos, em dois ambientes diferentes: a sala de aula e o consultório médico. No consultório, frequentemente se percebe o embate entre os saberes populares (trazidos pelo paciente, sobretudo de camadas menos abastadas da sociedade, com suas etiologias e receitas próprias para cura) e científico (materializado pelo médico, detentor de um conhecimento legítimo que o autoriza a diagnosticar e tratar). Na sala de aula, o professor também é detentor de um conhecimento legítimo (domina um código particular, a linguagem escrita, e também formas de saber-fazer) que se confronta com o saber do aluno, oriundo de sua própria experiência, visão de mundo e cultura.
Felizmente, hoje, as diversas áreas "canônicas" de saber (como educação e saúde) têm procurado reintegrar os saberes populares, vendo-os como diferentes, mas não necessariamente opostos. A área farmacêutica tem aprendido muito, para dar um exemplo, com os conhecimentos tradicionais dos povos ameríndios. Da mesma forma, a educação tem ampliado seu olhar para incorporar o diferente e perceber que não há uma só "metodologia" possível.

domingo, 12 de abril de 2009

Como elaborar um esquema

Um esquema é a apresentação visual (isto é, por meio de elementos gráficos) de ideias, conceitos, fatores ou etapas de um processo. Este tipo de recurso é muito utilizado nas tarefas acadêmicas, podendo ser empregado para:
- sintetizar os pontos principais de um texto;
- organizar os itens de uma apresentação de seminário ou palestra;
- esboçar o esqueleto de um texto a ser redigido.

Tal versatilidade nos sugere que a técnica deva ser dominada por estudantes de todos os níveis, inclusive por aqueles que já terminaram suas graduações e se preparam para concursos. As vantagens principais são a fácil fixação dos conteúdos, bem como a praticidade para sua recapitulação.

A elaboração do esquema exige:
- a definição das ideias principais e secundárias (para se chegar até a identificação destas ideias em um texto, recomenda-se a técnica de leitura analítica);
- redação das ideias em tópicos ou frases curtas;
- disposição gráfica dos tópicos, como exemplificado na ilustração, empregando setas, colchetes, retângulos ou subordinação (enumeração das ideias diferenciando as principais das secundárias por uma sequência numérica. Ex. 1.; 1.1.; 1.2.; 2.; 2.1, etc).

Além dos exemplos que podem ser visualizados aqui, existem outros esquemas especiais, tais como o mapa mental e o mapa conceitual. Sobre eles, pretendo fazer um texto específico em uma oportunidade futura. No entanto, no link ferramentas na web, neste blog, há indicação de tutoriais e programas free que auxiliam na execução destes tipos de esquema.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Monografia pseudo-intelectual


Como fazer uma monografia pseudo-intelectual e receber nota 10 de uma banca formada só por PhDs? É o que "ensina" o curta-metragem que compartilho agora com vocês. Com muito bom-humor, o curta satiriza a pretensa intelectualidade daqueles que usam chavões e terminologias da moda, citando autores os quais não conhecem para dar um ar 'cult' ao trabalho de conclusão de curso ou em suas teses. Divirta-se.